
MEMÓRIAS
Data 04/07/2017 00:48:34 | Tópico: Prosas Poéticas
| Lembro-me bem do meu avô, Que a meu ver era um deus. Isso era o que eu imaginava, Enquanto ele me olhava. Mas um dia ele se foi E custei a me acostumar Sem sua presença Serena, encantadora e protetora.
Em seu ombro levava coragem, Enquanto em seu coração, bondade. No alvorecer do dia, Bebia seu humilde café, Sempre cantarolando uma música Que eu nunca soube de onde tirava, Saía sorridente e bem disposto, Para cuidar do roçado, Que era sua grande paixão. E só voltava no descansar do sol.
A chuva era sua melhor amiga, O sol, seu relógio . A lua, sua grande companheira, Seu rosário, seu protetor, E a natureza sua religião.
Às vezes falo com meu avô Através de um passarinho, De uma borboleta, Da chuva molhando a terra Ou das minhas orações.
Não lembro do meu avô Sem rugas e de cabelo preto. Parece que perdi uma grande Parte da nossa história. Mas a que escrevemos Ainda permanece comigo, Viva e imortalizada Em meu coração.
Lucineide
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