
Madrugada
Data 15/01/2007 15:28:20 | Tópico: Poemas -> Amor
| Quem dera fosse já a madrugada, e o vento passasse devagar, pelo sussurro das folhas eu diria a urgente instância de calar, a força grande e sublime, que torna as pontas dos meus dedos mensageiros perdidos, em teus cabelos, que se moldam em doces leitos dos meus beijos. A noite adensa a liberdade dos gestos, ternuras e desejos, e faz a loucura se despir brincando de novo de menina. Estão nuas nossas faces, nossos olhos gritam de mansinho a melodia, que lhe ensinámos há tempos encostados na varanda que dá para o novo dia. Faz-se noite a dentro, a noite escura. o silêncio cobre a luz, dá-lhe magia; faz de cada canto uma figura projectada em sombras, histórias encantadas que já ouvimos. - E quando o Sol vem por fim beijar a madrugada, Ela desprendida se debruça, Nos olha, estejamos nós como estivermos – Eternamente falando do nosso amor.
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