
Astuta saudade
Data 19/06/2017 15:12:02 | Tópico: Prosas Poéticas
| Pelos olhos amendoados de um sorriso casto Deixo laqueado o sonho embrionário revelado num Gesto ou súplica aconchegada à placenta do tempo Onde se queda o imperceptível silêncio combalido Sangrando no endométrio deste meu uterino verso Engravidando a saudade assim tão fetal
Jazem perdidos os ventos de um desejo intenso Ali cerzido, patenteado…num grito alienado, e letal ficando Nós assim mais fecundos tatuando cada artefacto do amor Em estado de graça acenando um indeciso e melancólico Adeus indigente irredutível e fatal
Oculto agora o significado das palavras Rudes e indivisíveis, dispersas pela enxurrada de versos intrusos condenados ao degredo de uma ilusão inflexível Percepção da existência que se escoa irreversível Rodeada de abraços flanqueando a vida pelejando Capítulo a capítulo qual elegia de fé assim indiscritível
As lágrimas das saudades perfumam o mural Onde escrevemos o condoído silêncio ausente Despertando todas as maresias que inalo em ti Entranhando-me genuíno, astutamente exequível No marsupial desejo palpitando irresistível
O sol nasce sempre radioso e colorido Estendendo seus calorosos e embriagantes raios Pelo tempo mais ébrio e ladino Domando aquela manhã aveludada que se Esgueira comungada neste sonho tão felino
A poesia descobrimo-la nós pincelando todas as Margens de inspiração fluindo desgarradas pelos Socalcos da vida abrigando a volúpia dos mesmos sonhos Acontecendo implodindo na clandestinidade de um carinho Comovido às vezes descartável…outras quase absolvido
FC
|
|