
Livre para amar
Data 10/06/2017 18:46:10 | Tópico: Poemas
| O ninho que tua penugem afagou É o mesmo em que exploraste a liberdade. Lançado aos ventos e aos meridianos Enfeitou-te cá os panos e os anos na idade. E recordaste pelas cidades em voo plano As leves penas que o ninho lá aprisionou.
Entregaste-te em lhano ato ao justo E ao injusto imaginaste poder vencer. Viste e ouviste acordes róseos dia após dia Em silencio como o faz a floresta a crescer. Igualmente ouviste o atro ruído da árvore que caia De engano em engano, passivo e sem susto.
A livre escolha do probo à ignominia Do lícito, do belo, do permitido ou não Avulta-te da liberdade a falsa sensação. Venceste o sano e o insano como podias, Então vergado e cativo expuseste o coração E da liberdade do amar conheceste a mais-valia.
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