
São para ti
Data 18/05/2017 18:22:30 | Tópico: Poemas
| São para ti estes risos, rodopios que provoco à raiz do sangue São de ti meus dias de amoras silvestres porque os outros urge torná-los doces… Os olhos que trago, esses tentam fotografar no tempo teu rosto minha audição desperta a essa tua voz que guardo e degusto como um vinho de preciosa casta
Por ti é esta Fénix que trago ao peito como um filho e me agarra no vestido…
São para ti todos os poemas -eu que sou uma aprendiz de qualquer coisa que não sei ou não consinto – mas continuo a plantar árvores, flores e insónias, e nunca saberás que são um pouco de firmamento, tão imperfeito quanto as margens do meu rio.
São para ti as águas das chuvas que alimentam todas as palavras que te não digo, tal como o sorriso das flores em festa e o cântico dos rouxinóis pelas manhã, mas aí eu te grito meu Irmão inaugurando dias novos beliscando, brincando, dançado contigo bem no epicentro do precipício, novo ciclo. © Célia Moura – A publicar “Terra De Lavra”
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