
Ossos secos
Data 30/03/2017 20:46:34 | Tópico: Poemas
| Pus-me sentada numa cadeira de balanço Balanço vai, balanço vem, um som distorcido Instantes depois nem parecia estar ali para descanso. Devaneios tantos. Medo, arrepio desconhecido!
Dei vida a minha imaginação, quanta ingratidão! Se o fim são ossos secos, teias de aranha sepulcro caiado. Vir-me assim. Um esqueleto se balançando sem perdão. No lugar dos que se acham imortais e já estando sepultado.
Ossos secos. Por se sentirem melhor, como? Se todos têm Endereço certo, embora destino diferente conforme seus atos. À carne é podre, sem respiração logo cheira mal; vai para o além!
Dessa forma não convém. Pisar, humilhar desfazer para bel prazer. Sem saber o que o espera do outro lado. Retornei à realidade. Levantei-me dá cadeira sacudir a poeira, meu Deus, eu posso escolher!
Mary Jun Março/2017 Guarulhos,SP Imagem Google https://scontent.fgru4-1.fna.fbcdn.net ... ae97ff8876288&oe=5994927B
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