
Manhã silenciosa 2 (Capítulo I)
Data 18/03/2017 18:30:38 | Tópico: Contos
| O Pulga, acordou-me com o seu focinho na minha cara, eram sete horas da manhã, horas de o levar à rua. Os seus traços de Husky maravilhosos, tem as pontas das patas traseiras brancas, pêlo negro, olhos igualmente negros e para além disso, a meiguice é a sua melhor característica. Acordei sonolento, já que estive até às quatro horas da manhã a terminar uma notícia sobre a Eutanásia, onde a questão descai sobre se deveria ser ou não legalizada em Portugal. Como se fala pouco sobre este assunto, decidi fazer uma pesquisa e entrei há dias em contacto com a Agência de Sondagens, para realizarem uma a nível nacional. Esperava por uma resposta até ao final da manhã para poder publicá-la na segunda-feira. Ao regressar a casa com o Pulga encontrei-me com o meu vizinho da frente... – Cala-te Pulga, ainda é cedo! – Disse-lhe com uma voz firme. – Miguel, bom dia, como estás? – Cumprimentou-me. – Bom dia, Afonso. Tudo bem! A sua família? – Retorqui com um bocejo. – Tudo bem... Obrigado! O meu vizinho ajudou-me nas mudanças, honesto, simpático e um bom pai de família, pois oiço sempre os gémeos a falarem bem dele. Ele e a sua esposa, têm por volta dos quarenta anos de idade. A esposa do Afonso é bastante elegante, veste-se bem, tem um cabelo ruivo deslumbrante, de fazer inveja a qualquer uma. – Há dois dias apareceu uma rapariga a tocar à tua porta ao fim da tarde, não me deixou recado algum. – Passando a mão no cabelo. – Estranho... – Como é que ela era? – Perguntei-lhe intrigado. – Alta, com madeixas loiras e um corpo esbelto. – Disse com um sorriso maroto. – Não há problema, se for alguma coisa de urgente, voltará… – Constatei. – Temos que combinar uma manhã para irmos surfar. – Relembrei-lhe. – Quando quiseres, amanhã em princípio irei e levo os gémeos. Pulga mal entrou em casa, dirigiu-se imediatamente para a sua cama, dando as voltas necessárias para se deitar e esperando então que lhe fosse dar o osso para roer. Voltei para a minha cama, acordei por volta das onze horas e fui para o chuveiro. Ao sair do banho, o telemóvel toca ao som dos Guns N’Roses, Patience, a Agência de Sondagens para me informar que tinham enviado para o meu e-mail tudo referente a este assunto que tanto teme a Humanidade. Após uma breve leitura no e-mail enviado, fiquei pasmado com aqueles dados estatísticos.
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