
SEGREDOS DO SILÊNCIO
Data 12/03/2017 18:47:57 | Tópico: Poemas
| À noite, ou melhor, ao repouso do crepúsculo, Mergulho até encontrar minha janela secreta ao mundo. Ali ou aqui Eu e ela ou Eu e Eu Ou na dúvida, o simples “nós”, Insisto no aqui, já e agora; Entretanto, alguém emudece; Não cresce, não enregela e não padece. Sem nenhum som e total ausência de alguma existência Torna-se inviolável à própria dualidade escondida Que, outrora, por algumas frações de questionáveis minutos; Esvaía-se em prantos, arrependida. Esta janela permanece do mesmo tamanho Os questionamentos aos mistérios permanecem; O segredo do silêncio ainda é o tesouro perdido A dualidade duela com lágrimas e entretenimentos Mas, a arte de conhecer os mistérios escondidos; Ainda sim, procuro saber e entender. Há momentos que não a ouço e nem a vejo Mas, ainda sim, aceito compreender o incompreensível; Sim, compreender a incompreensão do nosso ser; É abarcar o desafio da origem do grande segredo do silêncio.
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