
CASAS DE PAPEL: DOMUS SCRIPTA
Data 19/02/2017 01:05:17 | Tópico: Sonetos
| CASAS DE PAPEL: DOMUS SCRIPTA forma A semiesfera em domo se poliedra. Treliçado cristal de luz feérica Em contraste co’a névoa periférica, Como se abstrato armado, etérea pedra...
Alto, por sobre o muro a alamanda medra Uma verde e amarela Lusamérica, Que, modismos à parte, faz quimérica A luz que em edifício ali se empedra.
Pan-óptica atalaia às elevadas Contemplações de máximas verdades Por ecos do vestíbulo celebradas.
Honesta comunhão de soledades, Parede vazada: Almas devassadas... Perspectivas pontífugas de idades.
* * *
conteúdo Ao redor do escritório-biblioteca Habito e existo agora em meu ofício, Que é também a função d'esse edifício Onde o mais erudito encontra o jeca.
Ali, de facto, a fonte nunca seca Porque, quer por virtude; quer por vício, As letras não se furtam ao artifício Ou modismo em que a fala s'emboneca...
A folha em branco aceita qualquer mundo, Porém, mundos do mundo o meu olhar Tem na imaginação por mais fecundo.
Como uma casa o texto estruturar De abstractos e concretos de que abundo... Tudo que, em meio aos livros, tem lugar.
Belo Horizonte - 01 05 1999
|
|