
O Adeus ao Mundo
Data 25/01/2017 01:27:11 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Parto Deste mundo, com o pensamento de ser um fardo Esteja preparado, olhem como eu falo Desajeitado, escrevo com erros de português, é claro Eu me acabo, em tentativas de expressar meu lado Por acaso eu sempre me pego alojado em meu quarto De fato é aqui que encontro um lugar calmo Este palco, feito de tijolos, que caminho com os pés descalços Fatos registrados com os meus cuidados improvisados Sem textos falsos, contos e declarações aqui foram salvos Eu repasso, em forma de texto, meu passado E, mesmo no meu atual estado, encontro-me inspirado Mais um texto agora eu faço.
Ah que dor no peito Nunca senti um incômodo desse jeito Ah se houvesse algum meio para não continuar enfermo Ou um doutor para me dar um conselho Devoraria uma pilha de remédios por inteiro.
Ah que dor no peito Ah que dor no peito Espero que não tenha nenhum sujeito Lamentando sobre meu leito Ah que dor no peito.
Debilitado, revelando o vazio que estava guardado Um grande espaço ocupado pelo coração solitário Invejoso por aquele bem humorado Tão instável, adoecido, em declínio Tão fraco que torna-se impossível dar um sorriso Ah, mas passarei por isso bem tranquilo Quem sabe seja verdade que existe um fim no arco-íris Talvez eu passe a acreditar nisso Confuso eu agora me sinto E agora aqui, na beira do abismo Prestes a pular no trampolim para, ai sim, ser o fim Foi bom enquanto durou, é hora de dar adeus ao meu mundo Que meu senhor perdoe-me pelos meus pecados Cada parte de mim agora está sendo purificada Na minha lápide estará grifada essas palavras "Dor, Amor, Saudades, Felicidades Nasci e morri, e aqui, contigo, irei sorrir".
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