
sonho meu, tempo vadio embalando a flor
Data 07/01/2017 10:28:38 | Tópico: Poemas
| já brigámos tanta vez que nem tem conta partimos toda a louça pelo chão uns motivos feitos razão tonta pensando não ter volta nem perdão
rasgaste as minhas fotos e eu as tuas as prendas que me deste eu escondi mas tu largaste no esgoto das ruas as cartas de amor que eu te escrevi
puseste à porta a planta que te dei eu deitei pela janela os teus fraques apagaste-me do teu mail que eu bem sei e eu contei a todos dos teus traques
bloqueaste-me no facebook e msn e eu criei um perfil belo e perfeito e quando tu pensavas ser um man tiveste uma bruxa ao parapeito
contei aos teus amigos essa história e tu nem soubeste da risota nesse dia foi a minha glória mais triste, coisa assim de bota
tiraste-me as pestanas uma a uma e eu quis ser o teu pesadelo mandei-te a conta do sal e espuma e tu perdeste a cabeça e o cabelo
mas tenho ainda um sonho antigo escrever um livro só para ti e tu bem vês eu não consigo acabá-lo se não estás aqui
mas como faço se aqui não estás se tudo fica escuro e não há sol como escrever se não me dás por tua mão, o meu lençol?
deixaste aqui um livro, o Papillon para eu ler, e, só por ser teu talvez o leia num dia bom guardo-o assim fingindo-o meu
guardo também alguns segredos que são só teus nem deles sei alguns momentos, enredos que só sonhei
adormeceste em mim tua ternura o telefone tocava e eu menina: fiquei a olhar-te, quieta e dura acordaste já dia: foi gasolina
já foi Natal e tu menino já fiz anos sem teu nome minha ceia o desatino minha festa só de fome
guardaste o beijo que te dei para beijares nos dias maus? se era meu ou teu nem sei.
dá tu as cartas, o trunfo é paus! qualquer cena parecida com a realidade é mera ficção
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