
Conta!
Data 31/12/2016 14:12:19 | Tópico: Poemas
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Oh mulher do meu peito Conta o que falaram a meu respeito Mesmo que seja pelos piores motivos Conta de qualquer jeito! Que eu vou estar aqui só para ti Como quem diz Essa noite sou todo de ouvidos Conta o que te deixou tão infeliz Que eu também prometo Contar todos os meus segredos Além do mais vivemos debaixo do mesmo tecto Até hoje partilhámos todos os nossos medos Mas conta! Mesmo que isso machuque o meu coração Mas conta! Hoje até temos o serão só para nós dois O amor... Esse vem depois Agora eu mereço mais que tudo Uma explicação da tua boca Conta o que te deixou tão louca Ao ponto de entrares pelo meu quarto aos berros Não vez que assim assustas os nossos bezerros? Mas conta para mim O que te deixou assim Com duvidas da minha pessoa Conta quem foi Um sujeito que não suporta a nossa relação? Um chunga que quer a qualquer custo chamar a atenção? Porque se eu te dou cafuné Tu desvias o assunto Perguntas se eu quero café E eu pergunto Que se passa mulher? Já nem te estou a reconhecer.. Por favor conta só! Porque te recusas a dar o nó? Eu só peço por uma ultima vez Se por algum motivo Um certo fugitivo apanhar este pobre papoite de ponta Por favor me conta! Eu só peço Se mais algum fugitivo Apanhar este pobre papoite de ponta Por favor me conta! Que eu quero saber Quem anda a falar mal de mim Eu só peço Se mais algum fugitivo Por algum motivo tiver a infelicidade De apanhar este pobre papoite de ponta Por favor me conta! Que eu preciso saber O quanto ele andou a receber Tudo só para manter o silêncio Porque de certeza que ele foi bem pago E eu também não o vou condenar Pois até eu, frente a uma mboa tão boa, fico com falta de ar Mas ainda assim conta Quanto vou eu ter de penar Por um crime que não cometi Mas ainda assim me conta! A quem foi que eu andei a acenar Se no fundo eu só te quero a ti Mas ainda assim conta! Quanto vou eu ter de penar Só para receber um sentido perdão da tua parte Por favor me conta! Além do mais tu estás sempre pronta E eu com imensa curiosidade Sei que a tal matou o gato Mas eu preciso saber Quando foi a última vez Que para contigo fui ingrato Conta mesmo sabendo que da tua boca não vai sair uma única verdade Conta pois eu preciso saber se sou ou não culpado E só tu me podes contar Que eu também vou estar a contar ser ilibado
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