
A geometria dos escombros
Data 19/12/2016 15:05:39 | Tópico: Prosas Poéticas
| Ensurdecedor se levanta o pó e a cidade cega tateia em desespero. Janelas envidraçadas se entregam de peito aberto até que o ar se encha de chuva de estilhaço. Alguns pilares resistem à vibração do ar, como soldados suicidas, enfrentam explosões da temperatura hedionda e vão trepidando e se quebrando antes da desconstrução fatal. Por alguns minutos, cinzas sufocam gemidos e estes sucumbem ao silencio. Alguns gritos chegam com o vento; balburdias da correria pós conflitos depois que a poeira senta e a cinza se cola em alguns bravos monumentos, escombros revelam ao mundo suas geometrias e a dor calada em cada fotografia
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