
Despedida - poetas húngaros (György Petri)
Data 12/12/2016 12:01:22 | Tópico: Poemas -> Introspecção
|  “Mesmo não tendo sido ouvida É para sempre a despedida.” (N. Mihalkov, paráfrase)
Amigos, a canção chega a seu ponto final. Adeus. Meu túmulo está pronto. Poderia ter tido mais talento ou trabalhado mais. Não deu. Lamento.
Se bem que acontecer desta maneira seja um azar, admito, embora queira viver mais, que bastou: não vale a pena queixar-me de uma vida bela e plena.
Como esmeralda e jaspe no veludo, meses preciosos ainda são, contudo, gemas que ofuscam meu olhar contente; cada aurora e manhã ainda é um presente.
Desfruto o que me resta e, glutão frente a um gordo steak, roerei enquanto posso meus derradeiros dias rente ao osso. György Petri (1943-2000), poeta húngaro.
Arte por Eri Hanson.
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