
Águas doces
Data 29/08/2016 22:54:43 | Tópico: Poemas
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Palavras como seda morna e a dança das papoilas ao roçar do seu vulto iniciação de mel musicado à volúpia dos dedos.
Hálito de chuva deslizando poemas ínclitos sob os meus olhos em sede de perto de mais e o frémito de calor cingindo a minha pele à descoberta do voo e do momento abismo de poros subtilidade de sopro curva de corpo imersa intenção do profundo e do belo.
Envelheço ainda a garrafa fria e o vinho suspirando aromas demorando esperas aos lábios de silêncio e sede longa desse tempo que em vão desadormeço: e que me sabe a pouco e que me soube a tanto e que me soube a sempre.
E eu sempre soube: o nosso rio é um espelho onde o mar nunca coube ... porque é lá que o céu se esconde amando as águas doces.
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