
Dias
Data 04/03/2008 22:38:43 | Tópico: Poemas
| Não ouses jamais cantar a minha hora Ao sentires o insistente repicar dos sinos, Recorda para sempre as palavras escritas E as passagens mais bonitas Do brincar alegre dos meninos, Do silêncio que não me deixa ir embora.
Gargalha graciosamente neste dia grotesco Que alimenta essa demente alegria, Essa energúmena fraqueza mundana, Ópio que te suga a essência humana. Tu! Ser rastejante da longínqua periferia, Disforme, monstruoso... dantesco.
Devolvo para ti as pragas maldizentes Aquelas que te conspurcam a impoluta alma, Desejo-te o limbo para a eternidade, Sem nunca esquecer quão bela amizade, Os teus conselhos que me trouxeram a calma, Todos aqueles momentos de crises deprimentes.
Aconchegaste-me com histórias de embalar Com o carinho próprio de quem gosta sem interesse, Com esse teu terno olhar perdido e distante Que afastei como se fosse algo repugnante, Como se o todo o mundo me pertencesse. Tempestade que me baralha nesta vida virtual.
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