
No debrum da saia
Data 06/03/2008 22:16:36 | Tópico: Poemas
| No debrum da saia o lugar exacto, o beijo destronado servo, joelho na terra, na gravilha-ferro em que se isola a areia, babo a bago, na noite do querer, perpétuo, exacerbado, na luz que desliza – pavio d’azeite -, em fio, reticulado, se lágrima é rio e a cortina descende e finda, e espiralada, volatilizada, se franqueia.
[Na bainha-espada, no aço metal, o mistério pálido do sangue, a peleja malquistada e a guerra desavinda de te amar, beijando urtigas, em cada madrugada].
Rente à boca lábios adormecem tristes, em desprecavida promessa. A pouca distância, em peito aberto, no seu lugar esquerdo se insinua o travo agreste do gesto que se perde em linho, alinhavado à luz da lua cheia.
|
|