
A PRINCESA & O BARDO
Data 07/08/2016 13:28:35 | Tópico: Duetos
| DUETO FEITO EM: 26/07/2016 LEIA-SE: DC= DELONIR CAVALHEIRO FA= FÁTIMA ABREU FATUQUINHA
A tua amada em noite enluarada, se vê presa a lençóis de outrem... Enfim, é a vida! Quando o amor se perde para a dor... A tua amada avança pensativa à janela... Olha para o brilho da lua, o que será que espera? Teria dado ao seu amado poeta, motivo para voltar? Percorreria terras distantes, por rios ou mar?
Fátima Abreu FATUQUINHA
DC: A dor ensina a viver Se de outro se enamora Não era de ser O que tiver de ser meu O futuro trará Talvez nas noites Um ou outro corpo Me aquecerá
FA: Será que o perfume de rosas em seus cabelos, ele vai relembrar? Dele, ela tem somente o cheiro, em seu travesseiro...
O corpo se aquece, com o amor que bem se merece!
DC: De que adianta trôpego passo Amanhã ela me receberá?
FA: Embriaga-se a amada do bardo, em vinho tinto e suave... esqueceria-o? Não! Pois essa não era sua vontade... Receberia sim, dentro do corpo ardente, que pede o dele, clemente!
DC: Talvez a canção da lira Ode ao luar Que faço eu para te amar?
FA: Faça apenas o que seu coração manda, poeta que me encanta! A tua lira trovará para mim, e meus olhos se perderão aí então se fechará meu pranto...
DC: Enfim debruça a noite gélida Quisera ter teus lábios quentes e teus abraços a me aquecer. Talvez teu corpo quente. Em alvos lençóis a me receber
FA: Ah, mas essa saudade há de passar! E o encanto do trovador, na minha memória há de ficar! Recebo-te, qual iguaria para sua boca... Abro o que queres de mim, tal qual rosa que desabrocha
DC: Saudade, saudade Passa e não demora Fere meu peito Ferro em brasa Chegue o amanhã De novo vou te ver De lira em punho Fazer amor até amanhecer
FA: Toma-me agora! e percorreremos juntos, a geografia de nossos corpos O amanhecer encerrará a noite inteira que de amor, se terá E o trovador poeta de nascimento, cobre suavemente sua bela amada, como sua brisa a tocar-lhe macia o corpo desnudo, na cama já fria...
DC: Passear por montes Dedos corpóreos Desvendar o segredo e te fazer poesia Na noite de amor Inteiramente minha
FA: Tua! sim, que meu corpo seja estrada nua! Ah, quisera ter-te em todos os momentos, é verdade! Bardo que me acalma toda as vontades!
DC: Estrada nua pra mim Caminho reto Campo certo Para de novo te amar Estrada nua Me acende E me acalma A alma E assim Este poeta vagabundo Parte do mundo Em paz Por que amou E foi amado
FA: A alma branda, enfim junta-se a tua! E no soar do cantos dos pássaros ao amanhecer estaremos juntos poeta e musa... Eu e você
|
|