A CARGAS D'ARÍETE

Data 01/08/2016 16:53:45 | Tópico: Sonetos

A CARGAS D'ARÍETE

Batem forte a cabeça do carneiro
De encontro à imensa porta almofadada.
No assédio da cidade amuralhada,
Comandam outro assalto desde o outeiro.

A trave por trás rompe-se primeiro
Mais a aldrava e o ferrolho da portada.
Cada prancha de madeira atravessada
Cede e lhe cai por terra ao bombardeiro.

Lançando paus e pedras das ameias,
A guarda sentinela algo rechaça
Para afastar d'ali a sua ameaça.

Sem embargo, avarias já bem feias.
Para o ataque final, levado ao extremo,
Avança aquela máquina do demo!

Betim - 01 08 2016


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