
No Parque Municipal
Data 31/07/2016 04:38:52 | Tópico: Poemas -> Saudade
| Agora estou lembrando daquele dia Aquela nossa alegria Passeando no Parque Municipal De mãos dadas, fora sensacional Isso sim foi um encontro de casal Apaixonados, fomos ver um filme, que tal? Divertimos tanto que não vimos o tempo passar Abraçados ficamos na fila, esperando o filme começar Sentamos nas últimas cadeiras Acalmem-se, não pensem besteiras Lembro que havia comprado doces para ela Para mim já bastava o sorriso dela Mesmo na sala escura, conseguia ver Queria novamente aquela cena reviver Mas quero apenas escrever versos com sentido belo Então mais uma vez, a caneta pego Escrever sobre aquele tempo eu quero No começo do filme perguntei qual era a história Não conhecia ele, mas quem escolheu foi ela, oh glória Disse para mim que se tratava de uma batalha Imaginei que seria como escudo e espada Acabou que minha mente, pela imaginação, fora enganada Se tratava de uma luta, por uma causa Imaginação minha era falsa Me perdi muitas vezes Provavelmente mais que treze Já ela, interagia com o telão Em alguns momentos, apertava minha mão Ela participava da ação Disso ela não podia dizer que não.
O filme, para mim, tinha uma extensa duração Para ser sincero, não entendi o objetivo, a razão Inicio ao fim foi, na minha mente, uma grande confusão Sua luxúria me chamou nos créditos finais Não fizemos nada demais Haviam, na sala, outros casais As cadeiras estavam "atrapalhando" os abraços Aqueles famosos "amassos" Chamem do que quiserem, mas dessa memória não me desfaço Os créditos estavam repletos de cenas à repetir Apenas seus beijos, naquele momento, queria sentir Eu nem mesmo tentei resistir Eu apenas sorri Aproveitando o amor que ela sentia por mim "Também amo à ti" E o filme chegou ao seu fim Acabei por não entender nada Partimos então da sala Estranhamente, dizia ela, estava cansada Claro, foi a sessão de cinema mais animada Onde certas garotas, ao filme, participavam Animavam, encantavam e festejavam Ela não fora a única Antes que apareça uma dúvida Eu estava satisfeito com aquilo Não queria me desgrudar daquilo Ela era minha noz, e eu um esquilo Ao lado dela, caminhava tranquilo A solidão não pesava nem um quilo.
Retornamos ao imenso Parque Eu mesmo me perguntei, "Para quê?" Ela dizia gostar dali, era relaxante Porém ela disse isso de forma interessante Ela começou, comigo, a procurar Um cantinho para nos sentar E também para ela descansar Aquele lugar era ótimo para encontros Haviam casais nos quatro cantos Foi bom, não havia ninguém em prantos De frente para o lago, encontramos o lugar Uma relação não gira em torno de "beijar" Ela queria contar, mas estava calada Desejaria ser abraçada? "Daria uma facilitada", pensei "Gosto muito de você", "eu sei" "Sinto o mesmo", disse para ela, "minha pequena" Tudo ficou calmo, ela parecia serena Me abraçou e no meu ouvido, baixo, falou "Obrigada por me fazer feliz" E a cabeça, em meu peito, encostou Deixo agora uma nota do autor Que no caso sou eu, o escritor "Sinto tua falta, e não saberás Espero um dia poder te avistar Não poder mais te abraçar Não poder, pelas ruas lotadas, te carregar Deixando-te envergonhada Pequena enciumada Agora és a ex-namorada".
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