
Senhor de Si
Data 28/07/2016 23:06:15 | Tópico: Poemas
| Vestia-se entre espelhos era evidente em cada gesto que tinha sido aperfeiçoado a um expoente indigno do mortal.
Tingia-se de sóis e a sua pele era a mortalha do universo ao perecer a sua existência com a dele.
Sabia-se entre banhos desnecessários era todo ele palavras de ideias maiores.
Não havia senão ser os reflexos que olhavam de volta incessantemente enquanto se perdia em si.
Acordou quando lhe pedi que me emprestasse o caderno para escrever umas linhas que se me tinham descosido do casaco. Estranhou - desconhecia que linhas tão pobres pudessem ser fixadas no formol de uma tinta barata, logo no seu caderno De folhas douradas - e nada concedeu.
Avistou-se da janela ao respirar o Mundo.
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