
Do brandir o trado
Data 28/07/2016 02:49:15 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
| Já não te acoitas [desprezível] em qualquer lugar, trai-te essa inquietação pervertida que ostentas, consome-te degenerado e devorado reles-vulgar, deitando bazófias miseráveis nas frases lentas.
Às lâmpadas frias tiveste, não berço, mas covil, nas mansardas malditas que aprendeste as letras, ensinaram-te deplorável ladainha e o terço vil, e poucos motes das desditas que hoje impetras.
Para que fosses [ao menos] corrompido meão, crápula ledo na lavra do canhoto amaldiçoado, deram-te a seguir asqueroso o manual do cão, todo nauseabundo ensinamento foi decorado.
Por n’arte abominosa de ofender já diplomado, ensinaram-te a amofinar execrando a rejeição; se és intragável bacharel para brandir o trado, [aos nefandos], faltou-lhes dar-te boa educação.
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