
A Fábrica Mágica
Data 27/07/2016 14:27:01 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| A Musa do Marinheiro Chegou em primeiro Tornou-se a mais favorita rima Atualmente, a favorita minha Ela é um pouco diferente das outras Apesar de ser somente uma folha Consegui escrever uma história Consegui escrever, folclórica Com uma presença mitológica Pobre, pobre do marinheiro apaixonado Por fim, foi levado para baixo Para o fundo, onde ninguém jamais foi E nas ondas, sumiram os dois Me senti feliz pelo ponto final A paixão do marinheiro era o tema principal O desejo pelo beijo da morte era intencional Acabou se tornando uma história surreal A sereia era fenomenal.
Foi um belo conto que contei Admito, algum tempo precisei Um como esse jamais farei Sei que irei tentar Talvez poderei fracassar Mas não custa nada experimentar Peter Pan se assemelha Antes que eu me esqueça Porém não tenho a certeza Que o mostrei com essa mesma beleza Essa mesma delicadeza, sutileza.
No começo pensava em escrever para esquecer Não sei bem, talvez se não colocasse na página Não aconteceria tamanha mágica Em minha mente abriu-se uma fábrica Não de coisas metálicas Comecei a escrever sem parar Comecei, sentimentos, nos versos, depositar Rimas e mais rimas, imaginar Ao primeiro texto que fiz, um dia irei retornar A primeira rima, apreciar Daquela lembrança guardada nela, irei relembrar Será que no dia irei gostar? Vamos esperá-lo chegar, e me revelar Meus sentimentos estão se esvaindo Eles já não estou mais sentindo Novos, então, necessito É bom poder expressar em palavras É bom, posso fazer com que não sejam claras Como o enigma nas falas dos mudos Como a definição dos sons dos surdos Ao toque analista dos cegos Conseguem entender esses versos?
Escrevo, escrevo, escrevo Leio, vejo, creio Não é um desespero Imagino o que há atrás do espelho De reflexos deves estar cheio Existe alguém, espelho, que me deseja? Não? Bom, que assim seja.
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