
planície
Data 01/07/2016 12:47:49 | Tópico: Poemas
| a planície abre-se em manso estar no deambular das horas das papoilas na vagarosa brandura do trigo o restolhar
em grande plano o sol a pique tinge de amarelo os dias inocentes e a paisagem pintada no recato do olhar ergue-se em raízes no meio do vento
abre-se na planície recortada pela noite o desabrochar da flor em mel e sob as folhas da azinheira acordam as cigarras do sono fiel
em contemplo da terra perfumada de segredos e mistérios enluarados embala-se a cal que escuta a parede onde amor brasio desp`amados
nas rodas dos vestidos nascem seduções no fôlego de um cantar monotonamente inebriado de saber ecoa entre louros favos um brilhar
vagarosas as horas aram a paisagem adubando com candura da existência de silêncio prenhe a terra d'ourada semeia na alma o solo da essência
a planície em floração de alfazema desprende roxas pétalas de saudade para no pôr de sol alaranjado oferecer a ternura do amanhecer à bela amada
com a profundeza da planície na palavra a paisagem n`olhar em companhia risonha avança em sonho nas asas d`uma cegonha
Texto escrito e dedicado ao Luís Santos em 10.08.2015. Comentaste, como sempre, com elegância, sapiência, expressividade e encorajamento: "Zita, obrigado por essa 'passa' de bucolismo. eu curti a alturas que nem sequer meço. parabéns"
https://www.youtube.com/watch?v=mgYZJSzUrrg
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Luís, para sempre te recordaremos com estima e carinho.
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