
Aqui jaz…
Data 25/06/2016 14:53:16 | Tópico: Poemas -> Tristeza
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Às vezes caem-me sorrisos das mãos quando sei que não vens ver-me
Não sei bem se é o fogo do nascer do sol a queimar-me as pálpebras ou se são as lágrimas a teimarem em cair
Sei apenas que amanheço e ao longo do dia esqueço-me de viver porque explodem solidões aqui tão perto…
Ouço-lhes os gritos funestos e nada posso fazer…apenas escuto.
Já perdi o norte da voz amiga por entre as músicas que tocas sem parar e que escuto através da janela aberta
Já não sei que perfume têm as tuas mãos ou se sabem a beijos ou à última bala cravada no meu coração
Já não procuras a fogueira acesa do meu sorriso e não atiças aquela gargalhada na minha escuridão de barro (quebrado)
Desconheço as rimas dos teus passos na calçada do dia-a-dia e ignoro os nomes das ruas por onde passas…
Entendo todas as letras que a distância deposita paulatinamente nos degraus da minha moradia mas não percebo de que é feito o vaso perfeito do amor…
Creio mesmo que plantaste uma rosa de plástico junto ao pontal da tua praia para homenagear a melancolia
É de pedra escura a epígrafe que escreveste na sepultura do terror: Aqui jaz um grande amor.
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