
Balada das palavras da jovem mênade
Data 21/05/2016 17:10:44 | Tópico: Poemas
| Era nos meus sonhos mais fecundos, ostentava uma coroa sob as melenas, jovem mênade com olhos profundos, nas finas mãos a guirlanda de açucenas. Dizia olhando o meu rosto vergastado, inundada ela pelos raios plenos do luar: "Oh, tu, que vais na vida, assim cansado... Esquece essa a tua sobriedade vulgar".
Ansioso para abraçar, quedava-me ledo, não me atrevia a dizer uma só palavra, assim cansado da vida neste degredo, foi ardor, não apenas a paixão escrava, Bastava que do amor vibrasse a vergasta, e tanto ateasse venturas como imenso mar, nos lábios queimando o fogo, dizia casta: "- Segue-me para o cansaço da vida mitigar"
Célere rendi-lhe o jugo, caído aos seus pés, febril bebendo da paixão sensual da vida, sabendo que o esquecimento seria o revés. repudiei a alma vagando fatigada na lida. Repleto de luzes acesas, ali tão extremoso, amor será para o mundo inóspito o escudo, as canções fluirão como o toque mavioso: "- Até que cesse a lira, guarde o tino mudo".
Adorada musa em rubras vestes, bela vestal, foi alvissareiro que respondi logo ao chamado, do júbilo largo e farto esta paixão será o sinal: "- Oh, tu, que vais na vida, assim cansado...".
Poema agraciado com menção honrosa em evento do site Casa dos Poetas e da Poesia em 20052016

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