
Chronos
Data 07/05/2016 18:04:29 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| Chronos Ninguém tem, não, ninguém tem Chronos nas suas mãos! Mas será que pode alguém ver a imagem do seu coração?
Por certo não há quem queira ter esse retrato constante que a distração semeia nas rugas do seu semblante
Quer-se um rosto sem equívocos ou marcas no espelho a enrugar a juventude dos resquícios de quando havia amor para dar
Será que Chronos desconhece a bondade e sabendo-se certo dos pedaços lancinantes que vai arrancando à verdade ri, com os golpes precisos e deselegantes?
Embora não seja, de todo, necessário demonstrar a indiferença, foi sabida de supetão, pede-se que promova itinerário no futuro sem magoar o coração, ou abrir a ferida
Tivesse Chronos só a foice do mal e não sobrasse sol para contar… Mas existe um coração “nobre”, o tal que Ananque foi amar…
Já eu seguro nas mãos o meu rosto olho-me ao espelho e que vejo? Um caminhar carinhoso, um luar de agosto e Chronos sobre o ombro a olhar o Alentejo.
Informação retirada de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chronos
Mitologia Os gregos antigos tinham três conceitos para o tempo: khrónos, kairós e aíôn. Khrónos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, associado ao movimento linear das coisas terrenas, com um princípio e um fim. Kairós refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, o tempo da oportunidade. Aíôn já era um tempo sagrado e eterno, sem uma medida precisa, um tempo da criatividade onde as horas não passam cronologicamente, também associado ao movimento circular dos astros, e que na teologia moderna corresponderia ao tempo de Deus.
De acordo com a teogonia órfica, Chronos surgiu no princípio dos tempos, formado por si mesmo. Era um ser incorpóreo e serpentino possuindo três cabeças, uma de homem, uma de touro e outra de leão. Uniu-se à sua companheira Ananque (a inevitabilidade) numa espiral em volta do ovo primogénito separando-o, formando então o Universo ordenado com Gaia, Ponto (o mar profundo) e o Urano (o céu).
Permaneceu como um deus remoto e sem corpo, do tempo, que rodeava o Universo, conduzindo a rotação dos céus e o caminhar eterno do tempo, aparecendo ocasionalmente perante Zeus sob a forma de um homem idoso de longos cabelos e barba brancos, embora permanecesse a maior parte do tempo em forma de uma força para além do alcance e do poder dos deuses mais jovens.
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