
O anel de rubis que Satã ofertou
Data 08/04/2016 18:36:44 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| Rogo que tenham apenas palavras amenas, quaisquer orações seriam demais infrutíferas; ora que se confirmou ante a tumba o voto do satânico pacto outrora firmado. Das palavras do juramento de sangue, diabólico acordo resistente aos séculos nem mesmo minhas cinzas se furtarão.
E pode ser que venha mais de uma vez, ao redor da campa com tímidas palavras. Poderá sussurrar aos ventos as juras, emanações nulas de emoções dolorosas, ora que pressinto estabelecida e arraigada desde as aldravas da tumba empoeirada, sepultada a luz que livre anunciada através dos séculos tão livre grassava. Novamente volve à poeira do túmulo, maldito legado daquele anel de rubis, extinguindo de vez a chama eternal.
Que se anunciasse um amor secular acima das angustias, de um voto sagrado, tão amarga seria a hora da despedida, quando soluçante deixaria de vez a vida, sem nenhuma compaixão que prometida, mantivesse as luzes à salvo das trevas.
Oh! Minha alma torturada, presa fiel, da sede torta sofre à míngua de razão, qual glórias falsas em sonhos sedutor, mergulhando no vazio do espírito fechando-se em paredes de duvidas e frio.
Não haverá esperança de reviver no coração, desprezadas as dores de vil cativeiro, mantendo-se incólume ao largo, aguardando benfazejas asas do anjo do amor extasiada na maravilha de poder dominar.
Paixões sem esperanças restam no peito rebelde, conduzindo à loucura em curta distancia, pois se chagada a hora da morte sei que irei, com as faces lívidas e mãos frias estarei.
Ignoro se poderei dizer ao menos adeus ora prostrado inerme em negro caixão questionando amargo ter sido inócuo o senão do anel de rubis maldito que Satã ofertou.
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