
Outro anjo de olhos enfumaçados
Data 16/03/2016 15:23:07 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| Quando outro dos anjos de olhos enfumaçados morbidamente vier ali entre demais entes alados - não escondem as negras plúmulas e tetrizes, brande a espada flamejando as ganas motrizes, apenas deixe leda cabeça apoiada na espádua, reconheça-se extenuada dessa lida tão árdua. Silenciosamente deixe que se mitigue a chama, que não se fuja da Morte aquela que ora clama.
Se dos lampadários de ouro arde o óleo maldito, largue as lidas terrenas sorrindo ao ora inaudito; a alma perpetrada no carregar sórdidos grilhões não se valerá ela solta à custa de místicas poções; carrega signos excomungados das ganas funestas arrastará padecentes as cadeias de fogo infestas. Não se permita a memória que do Bem reclama, que não se fuja da Morte aquela que ora clama.
Dispa-se ora a condenada espectro dos prazeres, jamais experimentará em contos outros afazeres, vez outra não cultivará ardores do amor exigente nem dos olhos das agruras se livrará impudente; todo ouro das poesias se apagará como as flores, espezinhadas nos lúgubres canteiros de horrores. Esqueça resquícios de beleza que célere proclama e que não se fuja da Morte aquela que ora clama.
Desvaneça de vez reminiscências de sonho alegre, imersa no tédio não haverá o que a Alma celebre. E silenciosamente deixe que obscureça a chama, que não transcenda a Morte aquela que ora clama
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No funesto ensejo gostaria de deixar o link para o meu primeiro livro de poemas sombrios e para o fanzine "Soturnos" do qual sou colaborador.
http://www.bookess.com/read/25084-50-poemas-em-tons-cinza/
http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/5508049.pdf
Sombrias saudações a todos
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