
Em Sampa, não sei viver diferente
Data 02/03/2016 22:42:12 | Tópico: Poemas
| Não sei viver diferente nesta cidade cinzenta de estupidez e gasolina. Respirando anidrido carbônico serei andarilho eterno, pernas curtas entre mentes apagadas, entrementes reminiscências das avenidas longas ficam retilíneas se regadas aos vapores de mais uma garrafa de vinho.
Sob marquises e viadutos, vejo as plenas verdades escondidas sob o corte esmerado do terno Armani sobre a camisa lilás, suada até o colarinho neste inicio de outono, nas tabernas da alma, celebrando com festa o réquiem de mais um funeral.
No mais, a vida é festa. Resgatando a nevoa do tabaco, resistente teia tece a aranha, na vida recheada de sacanagens de meninas ajoelhadas sem culpa soprando trombetas puxadas pelas tranças deixando livres as rédeas sem problemas cavalgando arrojadas no lombo de um cavalo baio.
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