
Quando eu Nasci (Poema 69)
Data 01/03/2016 21:59:46 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
| Quando eu nasci houve silêncio! E o silêncio fez do campo terra brava... Houve calma e quietude. E o Céu era de pedra. Os regatos carmesim. Os rios eram desejos. Os mares eram finitos e o eterno era miragem.
Quando eu nasci voaram andorinhas. Agitaram-se agonias. Levantaram-se Poetas. De poemas se vestiram. De alegrias se fizeram, mas tristes, desejavam não viver.
Quando eu nasci gritaram solidões. Procuravam um olhar onde pudessem descansar. E sete punhos, sete dores, sete espadas trespassaram corações... Mas eu nasci!!! Entre poetas e pintores. Alegrias e cansaços.
E minha mãe, ai minha mãe, que me adormeceu no silêncio dos seus braços! Quem bom lembrar... Volvido tanto tempo que alegria recordar!
Ricardo Maria Louro
Ao Carlos Veríssimo no seu 69º Aniversário - Fevereiro de 2016 -
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