
O sol de janeiro não está tão quente
Data 27/01/2016 12:03:55 | Tópico: Poemas
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Resplandece luz nas fantasias, no ritmo dos pingos das torneiras tomados como muletas de aluguel. Clarão crepitante nas lareiras, denunciando as parcerias das histórias do quartel.
Sob lábios selados há crispados dentes, aos soluços não estão implorando. Sombras repletas de paz são lenientes, às gamelas cobertas de açucenas transpirando saudades, suspirando pelo amor do canteiro de verbenas.
Olhos marejados aos extremos, saudosos das flores melancólicas dizem a todos os pares de remos que eram mesmos estrambólicas questionando uma propriedade de pi no infinito e da eternidade.
Seria melhor sonhar ou calar-se assente, enquanto ainda sob as cinzas há fogo jacente e o sol de janeiro não esta tão quente?
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