É preciso que eu não tema o trágico fantasma do amor acabado.
É preciso que eu fuja da mentira das tentativas, pois sei da inutilidade dos falsos desejos e da vacuidade dos carinhos feitos por hábito.
É preciso rasgar o peito e deixar que me rasguem a face. É preciso pagar o preço de se querer a solidão. É preciso que eu não me farte dos impropérios que virão e nem me zangue com as tormentas que desabarão.
É preciso deixar que voe o passarinho, que se pensou cativo por querer. E cortar as amarras dos falsos portos, pois as marés já não voltam
E, mais que tudo, é preciso conjurar o silêncio do adeus, que tanto se teme dizer.
Está findo o amor.
Lettre la Art et la Culture Enviado por Lettre la Art et la Culture em 05/01/2016
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