
Carcaças d’olhos baços rechaçadas até próprios covis
Data 14/12/2015 10:19:56 | Tópico: Sonetos
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Medo não o há se dez ligeiras corvetas, couraçado de guerra, contra o horizonte perfiladas silhuetas tentam soer terríveis. Não tememos! O sono turbar nos apraz dos inimigos da Terra, do mar cintilando espelho, lampejos saltarão, clarões incríveis.
Reúnam-se, ó Filhos da Liberdade, eleitos adutores de Vitórias, louros refrigirão nos estandartes e os prêmios advindo da luta, luto carpirão sobr’ esquifes de Bravos, mulheres toando glórias, batalharemos c’ alma ardente para a ventura da Pátria impoluta.
Se atufam de negro mais de mil navios, nuviosos verdes águas, do Solo amado mares bravios, crispadas erguer-se-ão fráguas, de opostos armígeros as naves breve quietas ‘starão n’abissais.
E quando da manhã brilhante feixe areias enfeitar praias gentis, um oceano impávido haverá, deserto de belicosas naves hostis, d’olhos baços carcaças d’obstados irão coalhar próprios litorais.
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