
Anatomia da solidão
Data 11/12/2015 20:53:38 | Tópico: Prosas Poéticas
| Tatuei no tempo todas as marcas onde desenhei um momento seguinte disperso no passado circunstancial ao lugar imergindo flagrante em todas as marés onde ocorro pra tuas lágrimas enxugar Rebusquei nos austeros dias um momento de inspiração onde me refaço a cada alvorecer promulgando cantos de liberdade onde por fim me ausento e embebedo até a saudade se calar inteira prostrada Em actos condimentados de poesia em celebração sei que valeu a pena quando invadi tuas existências ancoradas a estas latejantes palavras assomando até ao altar dos céus mais longínquos enfeitando-nos o tempo que nos separa contíguo ao preciso momento onde nos instigamos ao amor proliferando assim tão exíguo Pelos sulcos desta vida feita de despedidas acendo todas as lamparinas da esperança que nas veias reacende e guia cada chama que restou em nós cada eco aludido em vão ou breve rumor acometido e visionado no instante que se apressa em celebração Assim me abrigo nos teus prantos e depois mergulho em todos os silêncios exactos patrocinando a esta simples página de vida todo o desbravar dos teus horizontes onde lavro a anatomia da solidão Por fim até o céu se embeleza sublime
na expectativa mensageira dos ventos
onde mesclamos os tempos
ali vagando unânimes
alimentando a gratidão
e as sílabas em delícias subtilmente
ancoradas no calendário da nossa
exacta monotonia
vestida a rigôr
monitorando o tempo e cada espera
que desespera em sincronia FC
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