
DESCULPE-ME VINÍCIUS. (definitivo)
Data 08/12/2015 12:52:53 | Tópico: Poemas
| DESCULPE-ME VINÍCIUS. (definitivo)?
Eu cresci a sombra das tuas letras. Formaram o pano de fundo para o riso e pro meu pranto hoje distante. Falou da beleza que entendia literal e do amor proclamado e assim representado que confundiu todos os adolescentes.
Meu querido poeta na realidade, não te trato no diminutivo, como sei que você gosta, pois não mereço essa intimidade.
Sei que te chamavam de poetinha. Um contrassenso poético do teu grande talento. Sei que esse tratamento era reservado aos teus amigos Eu não tive essa felicidade. Não mereço trata-lo assim apesar do carinho que guardo sem ter tido essa intimidade.
Caro poeta querido Não é menor esse carinho e o meu apreço por estar você errado. Não há nada que seja infinito Que se acabe no arder da chama da vida. Quando se consome o amor verdadeiro Esse só aumenta definitivo.
O teu amor verdadeiro Foi-se ao ser provado O que foi provado é que desse sentimento de amor foi a ilusão que você guardou.
Era um grande poeta e entendia do desejo, da conquista, do delírio e de seguir em frente. Afinal o que sabia do amor, daquele que se cantou tantas vezes. Não provou nunca do amor que nunca achou em tantas uniões que escolheu e que deixou. Foi falta de achar ou faltou força pra ficar.
Que amor é esse que não te sustenta. Não, nunca amou meu colega poeta. Só amou o desejo que corrói a alma Por quem belo passasse pelos portões dos olhos.
Confundiu sempre tesão com paixão. Quem despedaçou teu coração? De onde vinha esta falta de força esse medo de se doar entristeceu teu coração foi a razão de ser tão bela a tua caneta que usava de martelo.
Dante Locateli
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