
VINTE E CINCO DE NOVEMBRO
Data 26/11/2015 14:20:04 | Tópico: Prosas Poéticas
| VINTE E CINCO DE NOVEMBRO Não raro, buscar a felicidade é tão-só trocar uma infelicidade por outra. Escrevo isso por experiência própria; por já ter estado de ambos os lado deste limiar: Onde mais ou menos feliz é, também, mais ou menos infeliz. Qual o critério então para a urgente questão do ser ou não ser que martela em nossos ouvidos? Para mim, após muitos desenganos, a melhor resposta é sempre a que permite ao ser maior liberdade. É insuportável lidar com o somatório de infelicidade e escravidão. Esse estado combinado de coisas é capaz de nos tornar os mais miseráveis d'entre os homens. Ser livre, embora infeliz, é melhor que ser cativo e, ainda assim, infeliz. Eis, portanto, o dramático e o passional da existência humana, a saber, toda forma de relacionamento afetivo implica em alguma perda da capacidade de se fazer escolhas e, por conseguinte, direcionar o próprio destino. Triste isso... Devia ser possível fugir a essa arapuca patética que é o enamoro que fatalmente nos leva à gaiola dourada de outra relação. Posso asseverar que não importa se as grades são d'ouro ou de ferro: estar preso é angustiante em si. E, no entanto, vivemos construindo prisões amorosas, altercando os papeis ora de guarda; ora de prisioneiro. Sim, porque quem vigia o preso também está na prisão... É isso. Betim - 2015
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