
Orbe remido na Crença da Salvação
Data 22/11/2015 11:55:36 | Tópico: Sonetos
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De encontro, arrojar-se sem alternativas, aos Inimigos, pilhas de corpos ignorando ao redor os ali amontoados; nauseabundo olor alastrado invadindo remotos postigos no campo da Morte, tosca ruge visão d’olhar abismado.
Atormentada indiferença, brados da Terra não ouvirei; o Silêncio lá resta, qu’ emana de despojados sepulcros, imagens terríveis, vai entre cadáveres da maldita grei, a’lma ao medo não cede, lev’ a Esperança nos fulcros.
S’a cada titubeante um passo estremeço, voltar granjeio, abusa o Horror na pálida face, imóvel da cabeça meneio, copiosos cadáveres de preito rendido, quase um gemido.
Tantas vozes d’Almas quantas se içam céleres aos cumes a hora da Morte fatal exala a mórbida beleza dos gumes, na Crença uma ferrenh’ afinal da Salvação d’Orbe remido.
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