
Lençóis de luar
Data 05/11/2015 15:00:53 | Tópico: Prosas Poéticas
| Ser poeta destro nas palavras decifrando a coragem corporeamente fogosa falando em minhas memórias imaturas na rasura do tempo incrustado no palco de todas as efemérides despidas de desejos pintados na raiz de cada velatura Ser fúria exposta em cada enrredo onde se tatuam com dores de parto todas as alvoradas acesas numa noite enrolada em lençóis de luar iluminando todas as pegadas deste verso imergindo na grafia eloquente onde de enxurrada derramas teus prantos fertilizando a terra na foz de todos os nossos encantos Deixar no refugio do tempo toda a avalanche de instintos em lamentos Exonerar nossas cumplicidades diluindo em beijos a chama febril que tateia este ritual de acalentos Provocar-te arrepios descobrindo sedento parindo cada vício deixado no compartimento camuflado desta poema proscrito em desmantelamento Deixar entre vãos da saudade todo o silêncio deslumbrado absorvendo o breu da noite que parte sulcando os horizontes do tempo onde se apaziguam enamorados nossos retratos arfando na entrega de um apelo atado a cada contorno do teu ser onde sossego o fio da existência empanturrando nossas almas no derradeiro e solene sorriso conivente FC
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