
Solilóquios de minh’alma - III
Data 20/10/2015 16:53:26 | Tópico: Poemas
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Continuava a ponderar minha alma que sofria, no monólogo denso que a mim se referia:
“ - Então, dizes - Estou apaixonado, sou feliz, realizado, tenho um novo amor, não mais sofro por quem não me quis.” “ - Fazes do querer amar reles labor, sentimento banal e piegas, sem rosto, como se a paixão fosse artigo exposto, à venda num bazar de artigos populares, entre mil miçangas, lantejoulas e colares.”
“ - És um ser desprezível nesse agir não pensas que podes estar a iludir quem apenas quer estender a mão? “- O que queres com essa má ação?
Estrada mais iluminada eu preferiria eram duras verdades que ela proferia:
“- Vais acabar causando algum dano, não levarás nenhuma melhoria. Não te iludas, será teu ledo engano confundir a quem mostra simpatia, tem um sorriso, um gesto afável pelo teu reles sofrer miserável.”
“ - Ela não te ama!. Domina teu ardor, não te iludas, nem te tornes risível. Ela apenas é uma mulher sensível, que entende sentimentos de dor e já sofreu por um amor perdido.” Não quer amar você, quer só ajudar, afastar essa angustia e te apoiar.”
Advertia assim minha alma com sabedoria, estéril monologo, pois ansioso não ouvia.
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