
O tempo estava chuvoso PARTE II
Data 20/10/2015 17:28:46 | Tópico: Contos -> Romance
| Ao jantar trocaram inércias de palavras em forma de sílabas, tentavam a sorte da troca de informação entre ambos, enquanto se deliciavam com um excelente véu de noiva. Chovia sem dar tréguas, a água ouvia atentamente o som do mar, que se avistava ao longe. Ambiente que proporciona a um casal de enamorados uma noite inesquecível à mistura de grasejos e doçuras. Eduardo estava agraciado pela simplicidade da jovem de 24 anos, oriunda de familias humildes, mulher de metro e meio, olhos castanhos e cabelo avelã. Menina de boas praticas que segue à risca a norma que o homem escolhe a refeição, a mulher só escolhe um alimento diferente se o mesmo não agradar.
No oposto Eduardo vinha de familias abastadas, homem solitário de poucas falas, que não tinha coragem de lhe confessar que ficava junta à janela de Atalia à vista dela. Tudo porque aquela baixinha dinâmica não o deixava indiferente. Sem coragem para meter conversa fiada os dias foram passando, até que travessura delicia aventura ela caíra e ele a socorreu. A honra era dele todos os seus musculos cantavam felicidade, alegria com veracidade. Maria foi como ela sempre fora simples arregalada de olhos brilhantes que logo o deixaram enfeitiçado. A conversa seguiu pela politica, ele era conhecedor ela era participativa, iniciou a sua vida ativa na politica ainda jovem, mais um promenor que ele descobrira ao longo da noite.
Com avançar das horas o som da sala era deles com a mistura da chuva a cair, não se deram conta que ficaram sozinhos a separação era dolorosa.
O carro estava longe a enxurrada aumentou a perna lesionada serviu de desculpa para a pegar ao colo vitorioso seguia com ela nos braços. Timida anciou aconchegar o rosto a seu peito mas coragem falou mais alto. Um gesto brusco obrigou agarra-la melhor, o que a jogou contra o seu peito e a fez sentir o aroma discreto de sensações. Vontade de a beijar era maior que nunca a jovem baixou a cabeça. Um turbilhão de ideias se desabrochava em ambos os lados. Os pingos da chuva não arrefeciam o calor do desejo. Ambos anciavam degustar uma leve sedosa loucura de beijos.
Aninhada sentiu-se envolvida naquele nobre colo.
De regresso envergonhada agradecia o colo ele feliz sorriu. O desejo de a beijar era caloroso, contudo sabia que a iria assustar e não se atreveria, a isentar-se da presença da sua princesa.
A seu modo desajeitado lançou a nobre rede para mais um encontro no dia seguinte.
A qual ficou agendada no cantinho do amor.
Em casa em sms suou...
- Desejo que a chuva não a constipe, uma noite descançada.
- A chuva é abençoada não se atreveria a constipar-me... Uma noite serena desejo-o
( baralhado o homem ficou baixa a cabeça em recusa do meu beijo e agora deseja-me??????) - Peço desculpa desejo-lhe 😊
Gargalhadas de ambos os lados...
- Eu percebi.., já deitadinha de pantufas???
- Deitadinha sim, mas as pantufas ficaram no chão com a canela... - Com canela já tem o pequeno almoço junto à cama???
- LOL canela é a minha gata. -LOLlllllll 🐈
Horas a trocar sms de juras de amor ambos concordaram que era preferível estarem a conversar no mesmo espaço e combinaram o passeio do dia seguinte o amor estava a sorrir...
O estado de amor deixa-nos infantilmente sorridentes a olhar para a terra do nunca cor de rosa.
Ele confessou à lua que estava doente de amor, ela por sua vez desejou ser o pingo de chuva no lábio dele...
Em serras por Arrábida, o risco ao seu jeito diz mistura o verde com o mar e serás feliz...
Ana Cristina Duarte
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