
Suporte cerviz de fortes impulsos
Data 14/10/2015 11:34:12 | Tópico: Poemas
| “ Do que eu nessa viagem desusada, No ar quando me vi, quando enxergava Só a cerviz da fera maculada: Com tardo movimento ela nadava, Que gira e baixa pelo vento eu sinto Que em torno ao rosto e abaixo se agitava. A Divina Comédia - Canto XVII
Não, não é qu’eu não seja cordial, não possa expressar em palavras dispersas, rajadas sentimentais, ledas nas lavras do coração-gentil, mas qu’ outro possa intuir hostil. Deixe qu’ outros seres perversos, lá fora - calafrios de versos frios, senso controverso de quem s’ atreve com voz breve, a cantar nos rituais.
Não, não! Não nasci com sorte do pobre para louvar aqueles tribunais, que canta o poeta dos gentios. Se nobre com o dom dos alfarrobais, suporte cerviz de fortes impulsos libertando do anil ascetas avulsos, e que a música transporte calma, a ‘lma no cantil inobstante cariz.
Então, ele teria por mim a luz , digna das fossas adorbitais - imagens e os sons fluíram da matriz sob palmas da seta Que não soçobre a meta operatriz ao som do cobre era bem mais feliz - só então disseram que era poeta!
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