
Punge o peito da Augusta Mãe tão consternada
Data 05/10/2015 18:39:50 | Tópico: Sonetos
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Preocupado - n’ ocaso - o Astro-Rei, contempla, mais uma vez, temeroso, vezo torto, percebe na grei, de Valores ostentados. Não mais se emocionam diante da visão dos lilases a placidez, tacanhos que são, cerrados nos maninos orbes egocentrados.
Consumidos por tam reprimível preocupação da cousa mundana, não mais eles se recordam das alegrias de momentos singelos; Corações estuosos, na exultação que do Símbolo Pátrio emana; ao revés de egolatrias, extasiar-se na visão dos Céus tão belos.
De cada um dos Filhos, o que esper’ a Pátria, saber é prosaico: levantar a Espada na defesa do Honor, ícone ao Caráter conato, suportar com resignação todas as Adversidades de tenor laico.
Augusta Mãe! Qu' ora vê tantos Filhos proscritos noutras Plagas, punge-Lhe o peito, a cada átimo que daqui parte um Ingrato, premido por anelo de no Solo remoto c’o metal pensar chagas
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