
"interius vocem"
Data 23/09/2015 17:56:57 | Tópico: Poemas
| “ Línguas várias, discursos insofridos, Lamentos, vozes roucas, de ira os brados, Rumor de mãos, de punhos estorcidos, Nesses ares, pra sempre enevoados, Retumbavam girando e semilhando Areais por tufão atormentados.”
A Divina Comédia - Inferno - Canto III
Luta tenaz, espúria, vejo-a, apreensivo, ó espírito ganancioso. Deixou o Bem fenecer na liça do cerne, o imo desnudado Agora que vozes clamam ao contencioso prostrar-se sem pejo sem sangue, na face, arrostado, de joelhos mais uma vez cobarde diante dos espelhos.
Reflitam eles imagens, as estampas reais das efigies virtuais que escondem atrás; diante de seus olhos vazados olhos burlados. Vez mais exore húmil que se tolere sem ônus o despertar d’alma impura.
Em obstinadas refregas, tantas batalhas, piegas! Deu-se a avaliar bem claro inimigo tão-poderoso. A voz soa altissonante, porém destoa dos atos; não titubeia em cravar aguçada a lança nas costas
A voz que soa alto é interior, abafada na penumbra, contida no dezazo. novamente precisa se alforriar granjear alento próprio, posto carente de ser corajoso e revelar algum espírito.
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