
O BEIJO DA ARANHA
Data 23/09/2015 10:54:06 | Tópico: Poemas
| O BEIJO DA ARANHA
Ah! Saudade! Voltaste? Deveras! Nem percebi Tua ausência fútil. Saíste? Foste aonde? Onde e quando partiste?
Tens uma presença tão constante Que me confunde entre ausência E presença tua: Entre mim e eu. Essa constante intransigência Entre ontem e hoje foge a razão.
Nunca pedi, nem pediria... Mas... Um beijo seria demasiadamente Quente o bastante para acender Essa desilusão ébria que se esvai... Não aranha! Não beijo quente! Bastam-me teus braços, teu abraço.
Em teias e tua teia envolveste eu Por mais que queira deixar-te eu Insuporto teu eu, tua ausência eu: Pornograficamente absorto no eu.
Tua alva pele de macia tez incolor, Em teus braços abraços de leve tom. Ao vermelho: lábios trêmulos calor. Beijo de aranha, ah! Saudade frisson!
Não eu! Mas tu saudade? Entre idas e vindas se vai... O beijo da aranha que trai: Os pensamentos na idade.
Mas vai! E se vá! Quando for; Volta, e quando voltares, entra, Porque a casa é sua e sempre será Seu eterno lar, e o ébrio o escravo.
DGP The 20 de setembro de 2015 8:52h
|
|