
Ecos em comunhão
Data 31/08/2015 20:22:54 | Tópico: Prosas Poéticas
| Ver-te neste sonho iluminado é sentir a luz que reentra pela fresta dos ecos quase impalpáveis clareando aqueles dias originais unindo-nos numa combustão fraterna…quase Divinal É a fome de minha’alma percorrendo todas as artérias em coesão rumo às alegrias que por lá deixámos em comunhão até nos deflagrarmos numa perfeita cremação É a poesia que transporto nas cinzas do tempo repleta de palavras fecundas inundando cada instante de amor nunca antes inacabado tragando-nos quase até à festa de toda uma eternidade perdendo-me eu por ti virtualmente enamorado É hora de acordar minha’alma abraçando-te numa rima quase inacabada sonhando-te meiga prostrada citando-te com beijos de amor expressos na omnipotência dos silêncios hoje revelados em absoluto É este o sacrifício no átrio da vida impelido por uma saudade derradeira esboçada nos mais simples vestígios ou presságios do teu ser que fugiu deixando-me perplexo de uivos e alívios teu intacto perfume transpirando-me de assédios desconcertantes que vivem desesperados no teu encalço embebedados por tantos regateados queixumes É tempo de resguardar o que fomos neste tempo lúcido que nos foge tão óbvio É este o fado do destino cadáver que segue paciente neste quotidiano de impossibilidades em desalinho e tão irreverentes onde meu corpo não tem mais lugar e onde toda minha’lma me deixa vagando assim feliz sem extravios …rumo a ti pra sempre depois do madrugar tu de vida toda me avivar FC
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