
soneto do pai arrependido
Data 31/08/2015 13:19:01 | Tópico: Sonetos
| “ De um fidalgo ao serviço me pusera Minha mãe, quando o pai meu devastara Fazenda e a própria vida com mão fera. “D’El-rei Tebaldo eu na privança entrara: Vendia os seus favores fraudulento; Sofro a pena do mal, que praticara”.
A Divina Comédia - Canto XXII
Sentimento paterno, não venha dizer que o teve obstado, teria sido tão exequível acolitar no dia-a-dia a [minha]infância. Então, o melhor a fazer é ainda não se arriar do tablado, sou apoiador de que perpetue mantendo mesma distância.
Jamais fui-lhe imputado filho, [para mim] é um estranho, assim é nova e como assoma essa tam repentina mudança. Falsa soa a voz, diante do balismo das mãos me acanho, seus gestos não refletem emoções, nem mesmo fiança.
Minha voz é ríspida, [eu sei], mas estou cravado no chão, por mim, pode morrer e transformar-se em pó então; apenas se sente mal e quer poder consertar o passado.
Rejeito esse destino cruel que me foi reservado na vida; mantenha o gelo em suas faces, sequer diga agora um ai; apenas se deitou com minha mãe. Não conheço meu pai!
[ continue no palco
a interpretar
essa opereta bufa. . . . . . . . .
Poderá até receber aplausos..... de incautos. . . . ahaaaa.... ]
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