
9ª História em poesia no Mural da Maluca
Data 27/08/2015 05:55:56 | Tópico: Poemas
| Acordei sem mal, sem galo Sem serviço de despertar E sem ti Te procuro do lado esquerdo Apenas o frio de ausência permanece Gelado que se mantem pedrado De calçada portuguesa Que nunca passa de moda Moda que não me traz atras Como de ti caminho Caminho de terra batida Entre ovos farinha e carinho Enches corações de mel Que até salgados são bons e fofos Fofura a vida com sol e água Doce como os peixes que melhor se dão Ao dia depois da noite À morte depois da vida E trepam portões fechados de tacões Padrões a léguas de casa Das casas em que dormem Serenos ovos chocando galinhas Coelhos também chocam correndo Com a rapidez com que nos reduzem À nossa querida pequenez De vez em quando também saem grandes Enormes dissertações sobre o que o coração dita E a razão debita Como as que eram do açúcar no meu antigo quintal Que me traziam memórias de para o bem e para o mal Mas foi o tal, o que pequeno se quedou da distância A que miras e atinges o que pretendes Ao largo da barra onde me encontrarás para lá do teu horizonte E onde chegas primeiro pequeno ponto negro Depois imenso como as cebolas do progenitor Que não fazem chorar como sempre achei que faziam Ao jantar, a todos os jantares E sorrio de nós E rio de nos ver sós...
Ilia Mar
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