
Cafeína da nadrugada
Data 13/07/2015 20:06:19 | Tópico: Prosas Poéticas
| Sossegadamente encosto-me nas tuas gentis persianas por onde respiro ténues perfumes suavizados nos ventos surgidos além repletos com ganas de ti possuindo-nos levemente tropicais outras vezes indubitavelmente espirituais – Quero hoje todo o silêncio só pra mim recolhendo-me após o café da manhã suspendendo os dias que partem nefastos repletos de cafeína estimulando-nos os pesadelos passados reencontrando-nos neste presente povoado de abraços penetrantes convivências cuidadas em cada beijo que te arremesso tão flagrante – É mais ausente agora cada prece que se eleva na ordenha perfumada que cultivo em fidelidade É impune cada palavra que se revela itinerante e se desfaz na poeira do tempo alimentando-nos quase delirantes pelo verbo meticuloso e exaltado que corteja minha poesia intrusa quando não te escusas e quase me devoras estonteante infatigável em mim reclusa – Enfeitei a noite depois de partirmos pelas horas mortas do sono perseguindo nossos vultos ofegantes no momento que pára ou em qualquer segundo que exala feliz à nossa mercê assim quase de rompante qual comunhão de vida imersa,excitante em cada sabor envenenado nesta esperança vigente,frenética em nós semeada…apaixonante FC
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