
Fala meu silêncio
Data 10/07/2015 13:54:16 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Infiltro-me na noite namorando teus portões ávidos por abrirem a alma de par em par Cheiro os mesmos jardins onde outrora mergulhámos raízes perfumadas de jasmim fruto das palavras semeadas na agradabilidade dos nossos entes arquejando ansiosos pelos abraços deixados em espera compassivos quase impacientes…minuciosos – Se algum dia mais o dia te trouxer até mim saindo desvairado completando esta utopia em horas de saudade tão harmoniosa esvaziarei o vento num poema auspicioso transformando cada motivo de alegria na perfeita partilha desta fé que se movimenta no tempo sequioso – Somei por fim todas as palavras que ensaiamos no dicionário das nossas conivências Elaborei todo o conforto que nos alimenta graciosos Desafiei até o anonimato na tua ausência Deplorei falar-te entre meus silêncios queria antes possuir-te tão evidente castigar aqueles dias quase involúveis onde no recolhimento tão religioso por fim, atrevo-me em ti vertiginoso - Vou um dia destes regressar aprisionando-te ao perfil que navega entre a noite selvagem e o clamor de luzes que se apagam preciosamente à tua janela tão paciente e melodiosa em vagas, vagamente oblíquas em silêncios e palavras quase impenetráveis…longínquas assim morre o dia e o sol despindo seus raios adormece cada reflexo investido de saudade cada palavra onde fala meu silêncio repleto de gestos saciados até nos embebedarmos de vida unânimes, reconciliados FC
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